terça-feira, 10 de Novembro de 2009

É assim, Dr.ª Helena...no entanto, Obrigado!
"Standing here all alone staring across the street
Hearing the siren of the cars sounding beep,
Looking out the window seeing your shadow
The thoughts of you taunts like a hopeless widow.
The night's sky watching me surrounded by sadness
Asking the heaven to take out this madness
Why did you go, why did you go?
Was I enough man to be around you?
And now...I'm all alone, standing on our balcony
Waiting for the stars on this gloomy night,
Will it shine like yesterday as it used to be?
Where your smiles shining upon me?
But, now that you left me, I'm all alone
A man of wisdom but nothing's known
When you left me, there's none remain
Only memories that drives me insane.
Oh baby, come back- I can't stand being alone
The stars won't come when you're not here by my side
It keeps on hiding till they glance the beauty of your smiles...
Baby, come back... being alone without you is, oh so blue".
J. B. Blend

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

'Discriminação devido à orientação sexual é a mais comum em Portugal', SIC Notícias

"Os portugueses apontam a orientação sexual como o principal factor de discriminação no país, à frente da origem étnica e da deficiência, revela um inquérito hoje divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia".
SIC Notícias, 09-11-2009
Apelo à sensabilização nacional quanto às questões do género e da sexualidade.
Acredito que Portugal consiga acompanhar a europeização lado a lado com os restantes países da União Europeia. O desenvolvimento do nosso país depende não só da economia mas, igualmente de questões políticas que giram em torno da nossa sociedade. Os portugueses devem, antes de mais, sentir que o nosso governo está bem assente e que se apresenta com uma postura sólida perante os seus cidadãos. Se temos um governo a deferir medidas e decisões que reprovam a liberalização dos direitos de igualdade do género e sexualidade, como é possível 're-educar' as mentes do povo?
Todavia, como se confirma com a notícia de última hora, vivemos os vestígios do 'Conservadorismo Português'. As pessoas ainda não aceitam o facto que somos diferentes com diferentes escolhas/opções e, da mesma forma, somos pessoas todas iguais umas às outras. Vivemos numa sociedade mascarada, onde se sente que as pessoas não vivem na transparência. A igreja ainda desempenha um papel importante na sociedade portuguesa, condicionando certos ideiais quanto a questões deste tipo. Consequentemente, a educação sexual é vista como uma modernice secundária. Por vezes, também, é vista como a principal culpa por estarem a surgir debates que exploram e mostram a necessidade da sociedade portuguesa em progredir determinados 'estereotipos'. 'Estereotipos' esses que dificultam a integridade pessoal e social de muitos indíviduos. Neste sentido, reflecte-se o baixo nível de cultura do país, a falta de informação junto com uma grande falta de conhecimento e interesse perante o que se está a passar com a realidade europeia. Não podemos viver com esta atmosfera sombria. Não podemos viver o mundo onde a realidade é ofuscada com denominações construídas e que vão ao desencontro da própria natureza humana.

'INSÓNIA', Dos Santos

"Deita-se na cama, procura uma posiçao para tentar sossegar, mas não consegue. O pensamento dá-lhe voltas e mais voltas - e o corpo vai atrás, dando também voltas e mais voltas. Outras vezes, é o contrário: o corpo não pára e o pensamento segue-o. Ela acha que nao adormece para não ter de acordar. Os últimos tempos foram-lhe atirados como se atira uma lança a um alvo e se acerta em cheio. Os movimentos da sua vida começaram a trocar-se; quando queria andar, parava. Dizem que há sinais a preceder as catástrofes, mas o desatre aconteceu-lhe sem aviso. Subitamente, quase tudo se desmoronou. A derrocada do seu mundo deixou-a "sem tecto, entre ruínas". Agora quer dormir e não consegue. Em redor dela, há um silêncio que soa como um barulho insuportável. Dentro da sua cabeça, existe um vazio que parece maispesado do que o chumbo.
Como acontece com o clima dos dias instáveis, na sua vida o sol tornou-se sombra e frio e chuva e trovoada e relâmpago e raio. Tudo o que lhe pertencia se fez alheio. Todos os gostos se lhe mudaram em desgostos. Quando deu por isso, estava apenas acompanhada de cuidados, pressões, imapsses. Tornou-se insegura, inquieta, insatisfeita. Ficou ausente de si mesma e carregada dessa ausência. Quando quer saber o que lhe aconteceu, é como se lesse um texto numa língua que não compreende inteiramente e do qual só consegue decifrar algumas palavras. Cada dia que passa acresenta-lhe o dia anterior de um problema, de um desgaste, de uma tortura. Olha-se no espelho e vê um rosto envelhecido pela surpresa lenta e dura da incompreensão. Vêm-lhe à boca palavras como azar, desventura, desânimo, derrota.
A noite cresce contra ela. Esteve horas sentada na cama, em frente da televisão, a pensar que não queria pensar. Olhou o ecrã, ouviu o som como se o aparelho estivesse estragado. Parecia-lhe que as vozes se aproximavam, depois que se afastavam. As imagens corriam, depois paravam. Ávida, comeu uma caixa de chocolates. O pijama ficou cheio de nódoas, o lençol babado de uma baba pegajosa e escura. Com a mão presa ao comando, mudou de canal sem parar, num zapping de si mesma, delirante e inútil. Não conseguia fixar a atenção. Ouvia palavras da política misturadas com gritos de crimes. Escutava números da economia sobrepostos a imagens de desportos. Tudo lhe foi a mesma coisa, o mesmo espectáculo indiferente. O estado de agitação e fadiga em que se encontra, com aquela espécie de jet lag perpétuo, abre-lhe as portas da percepção. Vê em si, com toda a evidência, aquilo que tinha apenas adivinhado: uma doença que nem esse nome quer usar.
Apaga a televisão e tenta adormecer. Não consegue. Tenta outra vez. Dá voltas e mais voltas. Olha o relógio. São cinco horas da madrugada. Liga a televisão outra vez. Continua a mudar de canal, à procura de uma imagem, de um som que a repouse. Dói-lhe o corpo, já não tem posição, agarra-se à almofada, estica as pernas. Tomou dois comprimidos para dormir. Está num canal que fala uma língua que lhe é desconhecida. Fica presa a uma imagem a preto e branco. Nela, uma mulher com um rosto roto pelas rugas corre à frente de quem a presegue. Uma música aguda segue-a também. A mulher cai e é apanhada. O plano muda e aparece um homem a falar com um gesto repetitivo. Ela não percebe o que ouve, mas perecbe o vê. Continua a olhar. De repente, fica com sono. Subjuga-se a ele. Está quase a adormecer, faz um esforço para aproveitar uma oportunidade que não se repetirá. Passam minutos e o sono passa também. Começa outra vez a dar voltas. Agarra um livro que tem à mão e tenta ler. Não consegue concentrar-se. As frasesnão chegam ao fim. É como se o livro fosse escrito na estranha língua so filme a preto e branco. Fecha o livro, atira-o para o chão, com raiva. Apaga a luz, tenta dormir de novo, dá voltas e meias voltas. Não consegue. Levanta-se. Vai para o sofá, liga a televisãosa sala. Passado um bocado, adormece. Sonha com a sua insónia. Dorme duas horas e acorda. Está torcida, amarrotada, desfeita. Tem o pescoço a doer-lhe. Olha a janelae vê que o dia começa a clarear. Fica perdida, suspensa. A televisão continua ligadae as suas vozes enervam-na. Tira-lhe o som. O tempo arrefeceu, mas ela não tem frio. Fica imóvel, a olhar o vidro embaciado da janela. Passa a mão pelo cabelo, pelo rosto, pelo corpo, a desejar a carícia que ninguém lhe faz. Permanece assim, nauseada, esgotada, anulada. De repente, o alarme do telemóvel toca. Assusta-se. Salta. Tem de se arranjar. Fica ainda um bocado sentada. Está quase a adormecer. Deixa-se dormir uns minutos. Acorda, estrumunhada, com medo de já estar atrasada. Corre para a casa de banho. Toma duche num instante. Sai do banho, mas é como se a água a tivesse sujado".
José Manuel Dos Santos, in 'Actual', 07 de Novembro 2009, Expresso (Crónica Impressão Digital)

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

'Dúvida...

...da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Dúvida até da Verdade
Mas confia em meu Amor'

William Shakespeare
30, Junho 2009

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

'Parlez-moi de la pluie' , Jaoui 07


Com: Agnès Jaoui, Jean-Pierre Bacri, Jamel Debbouze, Pascale Arbillot, Guillaume de Tonquedec, Frédéric Pierrot, Florence Loiret-Caille, Anne Werner, Jean-Claude Baudraccio e Mimouna Hadji



Resumo

A escritora Agathe Villanova (Agnès Jaoui) é candidata às eleições pela região onde cresceu, de onde saiu e onde agora regressa por via da lei da paridade. Assim, volta à casa de família um ano após a morte da mãe e reencontra a irmã, o cunhado e a velha empregada argelina. O filho desta, que fez em tempos um curso de vídeo, é recepcionista num hotel e resolve com o antigo professor iniciar uma série de documentários sobre 'mulheres que venceram', pegando na vida de Agathe.
Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra
10º Festival do Cinema Françês

5/11
Obrigado, Filipa.
Salut! 'Je parle rien' :-)

II

One morning I decided to drive down the countryside and visit my mum and dad. Once there, the stars had already start to sparkle in the dark sky. I felt a slight cool breeze crawl up my back because I wasn't dressed properly for the counrtyside's chill. Despite the weather, it was an enjoying evening. I hadn't been to my parents' house for quite some time.
After tea, I went to the upstairs floor to have my 'room of its own'. I drew the curtains wide open and started to gaze into the dark horizon. The skies seemed sad. the stars would come and go, therefore the clouds were running around. They ran and ran, such a sensual Tango dance, and suddenly a bright light twisted through the dance. How beautiful mother nature is, how just simply purely she lets herself be? I wondered... Suddenly it occured to me. Yes!, it occured to me that that light was the Star. That star followed me like a melody. It still does. Even though I'm not in my parents' house any more. But then again, I will always be, as long as there are stars in the sky, dancing the Tango with the clouds every cold and dark night.

'Strange Meeting', Wilfred Owen

To my only companion,
It seemed that out of the battle I escaped
Down some profound dull tunnel, long since scooped
Through granites which Titanic wars had groined.
Yet also there encumbered sleepers groaned,
Too fast in thought or death to be bestirred.
Then, as I probed them, one sprang up, and stared
With piteous recognition in fixed eyes,
Lifting distressful hands as if to bless.
And by his smile, I knew that sullen hall;
With a thousand fears that vision's face was grained;
Yet no blood reached there from the upper ground,
And no guns thumped, or down the flues made moan.
"Strange, friend," I said, "Here is no cause to mourn."
"None," said the other, "Save the undone years,
The hopelessness. Whatever hope is yours,
Was my life also; I went hunting wild
After the wildest beauty in the world,
Which lies not calm in eyes, or braided hair,
But mocks the steady running of the hour,
And if it grieves, grieves richlier than here.
For by my glee might many men have laughed,
And of my weeping something has been left,
Which must die now. I mean the truth untold,
The pity of war, the pity war distilled.
Now men will go content with what we spoiled.
Or, discontent, boil bloody, and be spilled.
They will be swift with swiftness of the tigress,
None will break ranks, though nations trek from progress.
Courage was mine, and I had mystery;
Wisdom was mine, and I had mastery;
To miss the march of this retreating world
Into vain citadels that are not walled.
Then, when much blood had clogged their chariot-wheels
I would go up and wash them from sweet wells,
Even with truths that lie too deep for taint.
I would have poured my spirit without stint
But not through wounds; not on the cess of war.
Foreheads of men have bled where no wounds were.
I am the enemy you killed, my friend.
I knew you in this dark; for so you frowned
Yesterday through me as you jabbed and killed.
I parried; but my hands were loath and cold.
Let us sleep now . . ."
(This poem was found among the author's papers. It ends on this strange note.)
*Another Version*
Earth's wheels run oiled with blood.
Forget we that.
Let us lie down and dig ourselves in thought
.Beauty is yours and you have mastery,
Wisdom is mine, and I have mystery.
We two will stay behind and keep our troth.
Let us forego men's minds that are brute's natures,
Let us not sup the blood which some say nurtures,
Be we not swift with swiftness of the tigress.
Let us break ranks from those who trek from progress.
Miss we the march of this retreating world
Into old citadels that are not walled.
Let us lie out and hold the open truth.
Then when their blood hath clogged the chariot wheels
We will go up and wash them from deep wells.
What though we sink from men as pitchers falling
Many shall raise us up to be their filling
Even from wells we sunk too deep for war
And filled by brows that bled where no wounds were.
*Alternative line --*
Even as One who bled where no wounds were.